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Lucas Silva

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 7 dias
Eu também sou da opinião de que o advogado se lapida, mas não se fabrica. É uma joia da natureza. Muito antes de imaginar que eu iria parar numa faculdade de Direito eu já arrumava bate boca na escola defendendo os mais fracos, tomava partido, enfrentava professores para testemunhar que o aluno não estava passando cola, o outro que estava pedindo a cola, "eu vi" (geralmente os dois envolvidos perdiam pontos de forma arbitrária). Uma vez eu também perdi ponto por ter interferido na autoridade do professor. Mas não por isso me arrependi de ter tentado ajudar. Só hoje eu enxergo isso. Eu já era advogada. Mas se me perguntassem o que eu ia estudar eu dizia que era "comércio exterior". Ou "administração". Acho que por ser filha de contador, essas profissões ligadas a comércio e negócios eram as que me vinham em mente. Foi o resultado de um teste vocacional que me fez decidir que Direito também estava no páreo. E acabei tentando só vestibular de Direito mesmo. Sem fazer a menor ideia de que estava eu seguindo um curso natural para o qual fui gerada e criada para seguir. Ser "doutora" nunca me passou pela cabeça. Vaidade de ser advogada, zero. Fui sozinha pegar minha OAB e fiquei até constrangida em ver que os outros foram com os pais, amigos, fotógrafos profissionais para registrar o momento, choros e lágrimas, pais presenteando filhos com anéis de forma comovida e solene. Gente, o que é isso? Pra mim era uma coisa natural. Mas hoje eu vejo que é porque eu já era advogada desde criança. Eu estava apenas recebendo a habilitação necessária para poder exercer a advocacia como profissão e meio de vida. Eu não fazia ideia naquele momento, da grandeza do acontecimento. Se eu pudesse voltar o tempo atrás, teria falado com meu pai que era pra ele ir comigo. Ele ficaria orgulhoso sim, a solenidade foi grandiosa. Mas eu não fazia ideia de nada disso, juro. Pra mim era só mais um dia na minha vida. Só um compromisso do dia. Saí da aula de pós que eu fazia, fui lá recebi minha carteira, saí, peguei um ônibus e fui pra casa, ver novela. Não houve festejos, nem jantares. Meu pai, de longe, também achou muito natural que eu fosse receber minha carteira, afinal, não foi pra isso mesmo que eu estudei? Nada demais. Parece esquisito (e é, reconheço), mas é porque quando não é o ego que nos move, somos meio "insensíveis" mesmo. Fazemos o que temos que fazer, e pronto. Só pra constar, nunca recebi um mísero meus parabéns por uma boa nota, mas muita bronca e castigo por notas ruins. Entretanto, pelas redações, recebia muitos elogios orgulhosos de meu pai. E por bons desenhos também. Venho de uma linhagem onde se valoriza exatamente isso: o talento. E quem acabou de receber sua OAB ainda não provou seu talento, então, acho que por isso meu pai não se deu o trabalho de me dar nem os parabéns. Parabéns merecemos quando somos provados, como Dra Fátima, o advogado canadense, e tantos outros nossos colegas, que no desempenho da função, mostram e provam a que vieram.
Norberto Moritz Koch, Estudante de Direito
Norberto Moritz Koch
Comentário · há 18 dias

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